agosto 11, 2004

Uma história fish

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Ao se dar conta encontrou-se vivo de frente para o mar escutando as conversas que havia debaixo do oceâno.

Só reclamações, diziam que a culpa do caos oceânico era dos humanos, que eles são burros demais, ocupam só um pedaço do planeta que é deles, afinal estão lá a mais tempo e seu ambiente ocupa muito mais espaço. Reclamam que os humanos adoram invadir o espaço deles e assassinar seus cidadões, conseguem poluir não só o próprio ambiente mais também o deles!

Tentou se concentrar para ver se parava de ouvir aquela onda negativa de insatisfação... one way trip, acordou numa sala de aula de peixinhos, aula de sobrevivência e sociedade ambiental. A professora, um peixe daqueles bem venenosos ensinava que não se devia confiar nos humanos, são sempre os mais traissoeiros. Nunca acredite que os estão te alimentando, isso é um convite para a morte, pois eles não ligam para as nossas vidas, querem nos matar e ainda comer de nossas carnes, são devoradores insassiáveis. Ao seu redor eram pequenos peixinhos com caras assustadas, como se tivessem reconhecido a morte em suas pequenas mentes, alguns até tinham o ódio nas afeições, mas também vinham da família dos combatentes anti-humanos, os tubarões.

A família dos tubarões ao invéns de aprender cursos sobre sociologia, filosofia aquática, arte, são treinados para enfrentar qualquer coisa, inclusive os humanos. Os professores são sempre sobreviventes de experiências com humanos, além de ensinar que nos humanos não se deve confiar, aprendem como atacar para matar ou para deixarem vivos, dessa forma a fama da resistência revolucionária do oceâno se propagará até o fim dos séculos.

Foi quando repentinamente a luz acendeu e ele abriu a porta do armário.

- Estou com fome, o que está afim de comer?
- Não sei, que tal McDonalds?

- Então o que gostariam de pedir?
- Um McFish por favor!

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